O bioma da Mata Atlântica é um dos 25 hotspots de biodiversidade reconhecidos no
mundo (áreas que perderam pelo menos 70% de sua cobertura vegetal original, mas que, juntas, abrigam mais de 60% de todas as espécies terrestres do planeta - Conservation International, 2005).
No Brasil, a Floresta Atlântica corresponde a uma estreita faixa de vegetação densa ao longo da costa, estendendo-se desde o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Embora sua área de abrangência seja estimada em algo entre 1 a 1,5 milhão de km2, restam apenas de 7 a 8% da
floresta original, fazendo com que esse seja um dos ecossistemas mais devastados e mais
seriamente ameaçados do planeta.
Os fragmentos remanescentes da Mata Atlântica original continuam a
deteriorar-se devido à retirada de lenha, ao corte ilegal de madeira, à captura
ilegal de plantas e animais e à introdução de espécies exóticas. Além disso, a
expansão das cidades contribui
muito para a perda de hábitats e para mudanças ecológicas na região.
Afim de mudar esse cenário, o Governo de Minas celebrou um Termo de Cooperação Técnica com o Governo da Alemanha, através do Banco KfW e juntos criaram o Projeto de Proteção da Mata Atlântica em Minas Gerais (PROMATA) com o objetivo de apoiar o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF) na proteção, recuperação e no uso sustentável da região da Mata Atlântica no Estado. A iniciativa pretende recuperar especialmente as áreas protegidas por lei, como as APP’s (Áreas de Preservação Permanente, como topos de morro, beira de rios e nascentes) e futuras Reservas Legais.
As ações do IEF / PROMATA são desenvolvidas no entorno de Unidades de Conservação de todo o Estado. Através de uma parceria com a OSCIP Amanhágua, pode-se implantar o projeto na área de influência do Parque Estadual da Serra do Papagaio.
Também são parceiros neste trabalho, a APA Serra da Mantiqueira (ICM-Bio) e a ONG Valor Natural (com o projeto Corredor Ecológico da Mantiqueira).
Contando com três modalidades, o projeto fornece insumos, mudas de árvores, acessoria técnica e incentivo anual em dinheiro aos proprietários das terras que desejam preservar ou enriquecer seus remanescentes florestais.
As áreas selecionadas para recomposição precisam ter um mínimo de 01 e máximo de 20 hectares. O pagamento é anual, no valor de R$140,00 por hectare/ano. Caso seja necessário o enriquecimento das áreas mediante o plantio das mudas de espécies nativas, o valor passa para R$ 200,00 por hectare/ano.
Um dos pilares do projeto é fazer a conexão entre os fragmentos florestais, permitindo um intercâmbio genético entre as espécies vegetais e animais que ali vivem.
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